domingo, 17 de julho de 2016

Aula 6 1º Ano 2016

1.

Conceito de Estética. Origem do termo.

 Origem da disciplina, Baumgarten.

Arte como objeto da filosofia. Julgamento do gosto.

Experiência do estético.

2.

Beleza objetiva vs. Beleza subjetiva

Gosto e subjetividade.

A atitude estética: recepção estética e "compreensão pelos sentidos"

3.

Dúvidas.

domingo, 10 de julho de 2016

A CHAVE

Roídas hastes
de negras flores, flores de tédio nos vaus do Nada; plantas mortiças de bocas hirtas, convulsionadas. Pálidos montes, brumosas fontes no atemporal. A mim devoram a carne podre, o mal.
Etéreas formas de anjos infantes, sombras arfantes, cálida amora, trigo, alcaçuz, lilales; luz luzindo auroras. Última hora badala o sino de mim separa o fragmento infindo.

sábado, 9 de julho de 2016

Começo

I

Horas estenderam horas
No parapeito do tédio.
Se limpas ou sujas? Que importa!
São mortalhas em um cemitério.

Algumas mortalhas azuis
Lembram roupas de criança.
Vestiram um menino profundo
De fantasmagórica infância.

Outras de verde pungido
Tísico, raquítico,
Cobriram o adolescente
Da puberdade sem grito.

São mais soturnas as novas,
De preto transido, fechado.
Ocultam o solene ataúde
Do jovem Apolo arcaico.

II

Livros não precisei ler
Para saber tudo o que sou.
Nada havia por dizer.
Toda palavra ecoou.

Sem ao Logos ascultar
Vou recompondo o mistério.
Na borda extrema de tudo
Teço a geometria dos ermos.

Nisso talvez precise
Novas peças no meu deserto.
Para fechar o tamgram,
Encaixo o triângulo do seu sexo.

Mas, saiba: aqui não há jardineiro,
Só carcaças entrechocadas.
Na cega mecânica dos eixos
A alma é somente a graxa.

III

Nunca fui antena do mundo
Como queria Ezra Pound.
O mundo que sintonize suas dores
E não as rime por mim.

Quero ser ilha, não arquipélago,
Restituir Donne ao silêncio.
Os sinos que bateram por ele
Nunca dobrarão por você.

Por isso, seja dura. E muda.
- autocontida chama.
Quem sonha o sonho universal
Nunca descansa na cama.

Que a minha luz me ilumine
Ou me afogue no breu.
E, se ainda me quer dar a mão
Bata à porta. "Ding, dong": sou eu.







terça-feira, 5 de julho de 2016

4º Aula 2º Ano 2016

Diálogos:

a) novos
b) intermediários
c) tardios

Influência sobre Platão:

a) pré-socráticos

universo regular/intervenção dos deuses

Heráclito/ Parmênides

Eutífron. Crático.

Relativismo sofístico. (história grega)

Aceitação da doxa

crítica de Isócrates "utilitarismo" retórico

Falta de ciência dos trágicos (Platão)

Resposta de Platão aos naturalistas:

O que é crença (Parmênides)

____________

Discussão e análise sobre o Ménon.

domingo, 3 de julho de 2016

4ª Aula 1º Ano 2016

1.

Retomada dos conteúdos anteriores


2.


Filosofia e Arte

Arte como objeto.

Perguntas típicas:

O que é uma obra de arte? [exs.]

Qual o critério a partir do qual algo é arte? (Exemplos históricos)

Onde se instancia o valor estético das obras de arte?

Qual a relação entre beleza e emoção?


3.


Filosofia como obra de arte:

Estilos. Ensaio, aforismo, parábola.

Filosofia e estilística. Qual a relação profunda entre as idéias e o modo de exprimi-las?

Filosofia e retórica.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

4ª Aula 3º Ano 2016

4.

O cogito. (M.II)

O cogito.

Existência do eu + certeza dos conteúdos representacionais. É possível ter a crença de uma experiência sem possuí-la? (L. Bonjour). Atributos mentais. Atitudes proposicionais.

O Eu é condição de possibilidade da dúvida.

Inversão do senso comum: Mais fácil conhecer o Eu que o corpo (M.II,6,7 e - conclusão: 9)

Distinção entre mente e corpo. O corpo incapaz de mover-se por si. (M.II,6) (Respostas a objeções)

Critério de distinção: que seja a distinção pensada. A distinção das coisas é dada pela razão.



Grau de certeza do cogito versus grau de certeza da aritmética e geometria. Problema da unificação dos critêrios epistêmicos. (R.II, §2)

Idéias claras e distintas. Pouca clareza, muitos problemas.(?)

O que são idéias? (M.III,6). São como "imagem das coisas". Afecções e juízos são distintos de idéias. Ação do espírito.

Juízos são suscetíveis de valor de verdade. A existência do mundo como possibilidade do erro.


5.


Deus

O conteúdo dos pensamentos. O que se concebe clara e distintamente no pensamento? Que são pensamentos meus.

Tipos de pensamento (M.III,6). Idéias - imagens das coisas; vontades ou afecções e juízos. Só o juízo pode ser falso.

Por quê as idéias parecem vir do mundo externo?

Dois tipos de idéia: idéias de experiência, idéias obtidas pela Razão. (M.III, 13).

As idéias também são simples e compostas. "Naturezas simples". Exs: extensão, figura, movimento. Idéias mistas: unidade, existência. (R.12). Exemplo de redução da geometria à extensão.

O conhecimento das idéias simples é total.

A realidade das substâncias é maior que a dos acidentes. (M.III, 15) Explicar substância e acidente novamente (Categorias). >>> enquanto idéia. Prioridade epistêmica vs. prioridade metafísica. Piora quod nos/ priora simpliciter (Sto. Tomás)

Inatismo racionalista vs. Empirismo não-inatista. Idéias inatas percebidas confusa e obscuramente.

Transmissão da realidade do efeito pela causa (M.III,17)

A causa eficiente deve possuir maior realidade que o efeito. (M.III, 16)

Realidade formal e realidade objetiva. Realidade da causa e realidade do efeito objetivo. (Objeções de Descartes, 2ª marcação). Idéia como imagem do mundo. Retomar a metáfora.

Impossibilidade de regresso ao infinito nas causas das idéias. Doação de realidade formal para as idéias.

Idéia absoluta. Pre-existência ontológica (M,III, 23)

Problemas (?)

É preciso que o princípio conectivo (mente/mundo) seja auto-evidente. Argumentos. (L.Bonjour)




6.

O conhecimento do mundo externo.

Corpos


Exercício para nota:

Resolvam os seguintes problemas filosóficos:

1) O círculo cartesiano

2) O problema da unificação dos critérios epistêmicos

3)

3ª Aula 3º Ano 2016

1.

Exposição do método de estudo dos clássicos.

Textos + comentaristas gerais + comentaristas específicos -------->>>> Memorização  >>>> Reconstrução verbal ou escrita.

Fontes:

Discurso do Método. Auxiliares: Meditações Metafísicas, Objeções e Respostas, Cartes e Regras para Condução do Espírito.


2.

Discurso do Método

Primeira Parte:

Razão humana como essência, não acidente. Aristóteles, Categorias. Diálogo com as Escolas.

Frutos do Método: Geometria, Meteoros. Dióptrica.

Autobiografia intelectual.

Estudos em La Flèche. Erudição humanística versus Ensino científico. A questão do humanismo.

O Fundacionismo. Trilema de Agripa:
 Uma crença Q se justifica por J.

1. Regresso ao infinito
2. Círculo
3. Crença não sustentada.


3.

A dúvida metódica.

Imagem da pintura (M. I, 6). Diferenças entre a epistemologia de Descartes e Hume. Porque não fundar o conhecimento nas impressões? Diferença entre aquisição do conhecimento e justificação.

Semelhanças e diferenças com o ceticismo antigo. Diafonia e equipolência. Por quê Descartes não se refugia na vida comum? Por quê o cético não duvida da existência do mundo?

Pressuposições metafísicas na filosofia da mente. Dualismo mente/mundo. Monismo pré-filosófico. Influxo do cristianismo e descoberta da subjetividade moderna.

Avanço da dúvida: coisas simples - extensão, tempo, quantidade, forma (M.I,7)

Avanço da dúvida (2): operações aritméticas e geométricas. Possibilidade do erro maciço. (M.1,8). O gênio maligno (M.I,12)

Resumo das meditações até o cogito: (D.M., 4, §1). Exemplo do sonho.