segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Carne nua


Há em toda carne nua
A solidão fria
Do amarelado da lua
Na taça vazia.

Há em toda carne nua
Gozos machucados
Como a haste de uma flor
Cortada à machado.

Há em toda carne nua
Ânsias inaudíveis
E palpitações sentidas
Que não foram críveis.

Há em toda carne nua
O tédio profundo
De quem não foge, mas toca
A fuga do mundo.

Há em toda carne nua
Tímida mudez
Do solilóquio em procura
De um outro talvez.

Há em toda carne nua
Vãos, quase esquecidos
Amores que nunca havidos
foram reexistidos.


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Algumas observações sobre vida intelectual

Interesse teórico:

O que você quer saber? O que você NÃO QUER saber? Por quê você quer saber?

Autoconsciência das motivações.


1) Hierarquia de interesses teóricos. O que é um mapa de interesses? Como fazer um mapa de interesses? Divisão dos saberes. Problema da especialização.


2)

b) Como saber?

b) Onde saber?

c) Com quem saber?


3) Projeto e antevisão dos resultados. Horizonte do conhecimento e das capacidades.


4) Realização imaginativa X Realização


5) Como desenvolver a disciplina.

- Centralização do interesse teórico.

a) Cultivar atitudes corretas em relação ao interesse teórico

b) Ambiente de estudo. Ambiente escolar e familiar.

c) A importância do hábito. Psicologia do inconsciente.


6) O estado da questão. Valor do conhecimento histórico. Tradição X indivíduo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Autopsicografia


Há muito já se disse do poeta
Que as próprias dores vive de fingir. 
Com tal engenho finge, que completa
A falsa dor com àquela do existir.

Com certo garbo inventa o fingidor
Já que, poeta, não lhe basta à arte
Mentir a dor, de qualquer modo, em dor
Se não expande a voz, se não lhe arde.

Finjamos tudo, e, pois, restemos mudos. 
Não mais de versos por cantar aguarde. 
Nosso silêncio irônico, contudo,
Que finja mesmo até sinceridade.

E quando o verbo se cortar, abrupto,
Habite o coração nossa verdade.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

KANT: TRABALHO SOBRE A CRÍTICA DA RAZAO PRATICA


REGRAS:


1 - Escrever um texto corrido, dissertativo-argumentativo (em torno de 3-4 pgs.) com a seguinte divisao:


A) Introduçao (em torno de meia pg.) contendo a exposiçao do tema e objetivos


B) Desenvolvimento  (em torno de 2-3 pgs.) contendo a exposiçao dos argumentos e o encadeamento das razoes.


C) Conclusao (em torno de meia a uma pg.) contendo a sumarizaçao do resultado e as conclusoes do argumento.



GRUPOS:

Cinco integrantes



TEMAS:


1 - Quais as semelhanças e diferenças entre juizos teoricos e juizos praticos? Por que? Como surgem? Como se os definem?


2 - Descreva o percurso argumentativo de Kant para provar que a Lei Fundamental da etica eh puramente formal


3 - Faça uma critica aos teoremas I, II e III


4 - Forneça cinco exemplos de maximas, imperativos hipoteticos e de categoricos. Critique o formalismo da critica kantiana fundamentadamente.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Quando na Hora a Eternidade pousa


Quando na Hora a Eternidade pousa
E tudo cala o cântico das cousas

As murmurantes seduções da alma
Jazem, desnudas, ninfas numa jaula.

Do lodo nasce a flor: tremula ao vento
A pétala perdida do momento.

Encontra o azul do céu o firmamento
- Um novo Adão inspira um novo alento.



Quando na Hora a Eternidade pousa
E tudo cala o cântico das cousas

Diluem-se as formas, flébeis, pungentes
Na água dos rios que corre às nascentes

Revolvem os seres, dardejam asas
Que os levam a morrer rumo a alvorada.

E Eu, que faço? Faço-me do Agora
O buscador, cruzando a última porta

Quando a Eternidade pousa.
Na Hora.