segunda-feira, 27 de junho de 2016

4ª Aula 3º Ano 2016

4.

O cogito. (M.II)

O cogito.

Existência do eu + certeza dos conteúdos representacionais. É possível ter a crença de uma experiência sem possuí-la? (L. Bonjour). Atributos mentais. Atitudes proposicionais.

O Eu é condição de possibilidade da dúvida.

Inversão do senso comum: Mais fácil conhecer o Eu que o corpo (M.II,6,7 e - conclusão: 9)

Distinção entre mente e corpo. O corpo incapaz de mover-se por si. (M.II,6) (Respostas a objeções)

Critério de distinção: que seja a distinção pensada. A distinção das coisas é dada pela razão.



Grau de certeza do cogito versus grau de certeza da aritmética e geometria. Problema da unificação dos critêrios epistêmicos. (R.II, §2)

Idéias claras e distintas. Pouca clareza, muitos problemas.(?)

O que são idéias? (M.III,6). São como "imagem das coisas". Afecções e juízos são distintos de idéias. Ação do espírito.

Juízos são suscetíveis de valor de verdade. A existência do mundo como possibilidade do erro.


5.


Deus

O conteúdo dos pensamentos. O que se concebe clara e distintamente no pensamento? Que são pensamentos meus.

Tipos de pensamento (M.III,6). Idéias - imagens das coisas; vontades ou afecções e juízos. Só o juízo pode ser falso.

Por quê as idéias parecem vir do mundo externo?

Dois tipos de idéia: idéias de experiência, idéias obtidas pela Razão. (M.III, 13).

As idéias também são simples e compostas. "Naturezas simples". Exs: extensão, figura, movimento. Idéias mistas: unidade, existência. (R.12). Exemplo de redução da geometria à extensão.

O conhecimento das idéias simples é total.

A realidade das substâncias é maior que a dos acidentes. (M.III, 15) Explicar substância e acidente novamente (Categorias). >>> enquanto idéia. Prioridade epistêmica vs. prioridade metafísica. Piora quod nos/ priora simpliciter (Sto. Tomás)

Inatismo racionalista vs. Empirismo não-inatista. Idéias inatas percebidas confusa e obscuramente.

Transmissão da realidade do efeito pela causa (M.III,17)

A causa eficiente deve possuir maior realidade que o efeito. (M.III, 16)

Realidade formal e realidade objetiva. Realidade da causa e realidade do efeito objetivo. (Objeções de Descartes, 2ª marcação). Idéia como imagem do mundo. Retomar a metáfora.

Impossibilidade de regresso ao infinito nas causas das idéias. Doação de realidade formal para as idéias.

Idéia absoluta. Pre-existência ontológica (M,III, 23)

Problemas (?)

É preciso que o princípio conectivo (mente/mundo) seja auto-evidente. Argumentos. (L.Bonjour)




6.

O conhecimento do mundo externo.

Corpos


Exercício para nota:

Resolvam os seguintes problemas filosóficos:

1) O círculo cartesiano

2) O problema da unificação dos critérios epistêmicos

3)

3ª Aula 3º Ano 2016

1.

Exposição do método de estudo dos clássicos.

Textos + comentaristas gerais + comentaristas específicos -------->>>> Memorização  >>>> Reconstrução verbal ou escrita.

Fontes:

Discurso do Método. Auxiliares: Meditações Metafísicas, Objeções e Respostas, Cartes e Regras para Condução do Espírito.


2.

Discurso do Método

Primeira Parte:

Razão humana como essência, não acidente. Aristóteles, Categorias. Diálogo com as Escolas.

Frutos do Método: Geometria, Meteoros. Dióptrica.

Autobiografia intelectual.

Estudos em La Flèche. Erudição humanística versus Ensino científico. A questão do humanismo.

O Fundacionismo. Trilema de Agripa:
 Uma crença Q se justifica por J.

1. Regresso ao infinito
2. Círculo
3. Crença não sustentada.


3.

A dúvida metódica.

Imagem da pintura (M. I, 6). Diferenças entre a epistemologia de Descartes e Hume. Porque não fundar o conhecimento nas impressões? Diferença entre aquisição do conhecimento e justificação.

Semelhanças e diferenças com o ceticismo antigo. Diafonia e equipolência. Por quê Descartes não se refugia na vida comum? Por quê o cético não duvida da existência do mundo?

Pressuposições metafísicas na filosofia da mente. Dualismo mente/mundo. Monismo pré-filosófico. Influxo do cristianismo e descoberta da subjetividade moderna.

Avanço da dúvida: coisas simples - extensão, tempo, quantidade, forma (M.I,7)

Avanço da dúvida (2): operações aritméticas e geométricas. Possibilidade do erro maciço. (M.1,8). O gênio maligno (M.I,12)

Resumo das meditações até o cogito: (D.M., 4, §1). Exemplo do sonho.









domingo, 26 de junho de 2016

3ª Aula 1º Ano 2016

1.

Retomada dos assuntos anteriores. Brainstorm extensivo.

(~15 min.)


2.

Relação da Filosofia com Religião

Filosofia e Religião.

Filosofia e mitologia grega. Atitude filosófica perante a crença.

É possível uma filosofia religiosa? Investigação dos pressupostos. A radicalidade da racionalidade. O "datum" da fé.

As partes da religião:

a) Rito b) símbolo c) doutrina e d) moral.


3.

Relação da Filosofia com a Arte

Filosofia e Estética. Estética como área do conhecimento filosófico.

Filosofia e literatura. Estilos de escrita filosófica: a) ensaio b) tratado c) summa d) artigo acadêmico, e) artigo jornalístico. Fornecer exemplos abundantes.

A arte como captação intuitiva de conteúdos representacionais.

A função emancipatória da arte.


4.


Relação da Filosofia com a Ciência

Justificação filosófica e justificação científica (um aprofundamento)

Epistemologia normativa e descritiva

Filosofia e crítica à ciência.


5.


Conclusões.

Aula 3º 2º Ano 2016

1.


Retomada dos assuntos anteriores

Entrega do texto e comentários sobre o trabalho

_______________

Estrutura do trabalho:

Dois acusadores (Ânito e Meleto):

Escolha dos temas:

1) Acusação de ateísmo. Basear-se na rejeição aos mitos, no que foi estudado dos filósofos pré-socráticos no ano passado.

2) Acusação de subversão da juventude. Basear-se no estudo dos sofistas e na comparação entre Sócrates e sofistas.

Sócrates: Defesa das acusações

Público)

Uma ou mais pessoas: Parecer a favor de Sócrates. Defendê-lo argumentativamente

Uma ou mais pessoas: Parecer contra Sócrates. Defendê-lo argumentativamente.

Sócrates: Palavras finais ante a condenação

Mínimo do grupo: cinco pessoas

Tempo aproximado do trabalho: ~30 min.



2.

Estudo dirigido da Apologia de Sócrates:

Distinção entre o discurso da verdade (logos) e o discurso floreado (retórica)

Sócrates como sofista. Acusação de ateísmo. Anaxágoras. Citação de Aristófanes

Dois tipos de acusadores: recentes e tardios

Sócrates não se ocupa das ciências pré-socráticas. Retomar distinção entre Nomos e Cosmos na sofística.

Oráculo de Delfos. Promessa ao deus.

Interrogação: políticos e poetas

Seus acusadores,

Meleto: poetas

Ânito: artesãos, políticos

Lícon: oradores

O destemor da morte: Aquiles na morte de Pátroclo.

Fidelidade à missão do deus. Amor à Filosofia

A riqueza como virtude da alma. Tema platônico.

Participação no Conselho. Batalha das Arginusas.

Retirar de Salamina o Leon. Sócrates se recusou. Sem temor à mrte.

Não pede clemência.

Argumento sobre a morte. (Fédon)

(~50 min.)


3.


Reunião de grupos para discutir o texto e começar a elaboração.


terça-feira, 21 de junho de 2016

2ª Aula 2016 - 2º Ano

1.

Retomada dos conteúdos anteriores

2.

Sofística: quem eram? Exs: Górgias, Hípias, Protágoras, Antifonte

Sophiste: sábios eram Homero, Hesíodo, poetas, profetas, etc

Humanismo grego e humanismo sofístico: paidéia homérica; mutação social

Criação de uma nova kalokagathia - ampliação da comunidade de sangue

Educação cívica: aretê

3.

Métodos sofísticos:

a) Antilógica

b) Macrologia

c) Erística

Os sofistas possuem dogmata. Comparação com o ceticismo antigo.

Diversidade e unidade no movimento sofístico.

Unidade na atitude, diversidade na dogmata?

4.

Humanismo:

Pré-socráticos vs. sofistas? Presença de discussão humanista e moral entre pré-socráticos. Presença de discussões cosmicas nos sofistas

Cosmos vs. Nomos

Leis humanas (istoríen - Heródoto). Antifonte: leis particulares que constrangem a natureza; natureza humana como expressão de desejo

5.

Depreciação dos sofistas:

a) Desconfiança do intelectualismo

b) Da arma da retórica

c) Acesso a todos à arete (contra a aristocracia)

6.

Linguagem: tese sobre a impossibilidade da linguagem apreender o real (Górgias)

a) logos não é substância. Coisas são substâncias.

b) O discurso são é uma substância.

Incongruência entre discurso e substância. Verdade não-existente




domingo, 19 de junho de 2016

Aula nº2 3º Ano (2016)

1.

Retomada da aula anterior. O que foi discutido? O que foi estabelecido?

Explicação da filosofia e estudo do texto. Como estudar? Como ler? (À luz da explicação)

2.

Conjunto de questões cartesianas:


I) A CERTEZA

a) O que é ter certeza?

b) Qual a relação entre certeza e conhecimento?

c) Quais os critérios para dizer que algo é certo?

d) Objetividade/Subjetividade da certeza



II) CONHECIMENTO

a) O que é conhecer?

b) Como podemos conhecer?

c) De onde vêm nossas idéias?

d)Quais as fontes de conhecimento?


III) DEUS

a) Deus existe?

b) Argumente a favor ou contra.

c) O que podemos inferir de sua existência?




sábado, 18 de junho de 2016

Aula nº 2 2016 (1º Ano)

1.

Brainstorm. Retomada dos assuntos anteriores.

2.

Filosofia e o senso comum. Exs. de crenças comuns:

a) Existência de Deus

b) Injustiça política

c) Os sentidos são fonte de conhecimento

4) A terra não é plana

5) A gravidade atrai corpos para o centro da Terra

3.

Em que sentido a filosofia critica o senso comum?

4.

a) Informação  b) Conhecimento c) Sabedoria

Debate:

Deus existe? Justificações racionais.

Começar a mostrar qual a linguagem da filosofia.

(Atividade avaliativa futura: defesa argumentativa temática)

domingo, 12 de junho de 2016

1ª Aula - 2º e 3º Anos

1.

Chamada. Email da turma. Apresentação da ementa do curso. Para quê estudar Filosofia (Brainstorm)

- Pergunta/Resposta (Dialetizar)
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Exemplos: a) Que horas são? (Discutir noção de evidência: como você sabe que é essa hora? Confiabilidade do testemunho. Confiabilidade do relógio. Confiabilidade dos sentidos. Confiabilidade da existência do mundo >>>>> progressão nos pressupostos; Filosofia como investigação de pressupostos.

(30 min.)

2.

O que é o Sábio. Questão da vida. Ex.: Homenagem póstuma a Zenon, o Estoico. Sócrates e o Eros. Exercícios filosóficos. Como conduzir bem a vida? Noção grega de boa vida. Platão. Agathon. Aristóteles. Eudaimonia.

Filosofia como Forma de Vida.  Órganon da Lógica. Pressupostos na Filosofia ética e política. Contemplatio.

(30 min.)

2.

Duas noções acadêmicas de Filosofia: a) interpretativa/estrutualista b) analítica. Crítica ao programa de filosofia atual.

A importância de estudar a tradição textual. Aristóteles e o livro alfa da Metafísica. Hegel e a História da filosofia. Níveis da atividade filosófica: a) estudante/intérprete; b) articulador de problemas; c) criador de sistemas; d) criador de horizontes sistemáticos

Nossa abordagem: estudo dos clássicos: texto + melhores traduções + melhores comentários + leitura cuidadosa + memorização. Provas em consonância.

(30 min.)

1ª Aula (2016) - 1º Ano

1.

Chamada. Email da turma. Apresentação da ementa do curso. O que é Filosofia? (Brainstorm)

- Pergunta/ Resposta - Dialetizar.
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Para quê estudá-la?

- Pergunta/Resposta - Dialetizar
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(20 min.)


Criar os ganchos para 2.

2.

Duas abordagens acadêmicas da filosofia: a) interpretativa/estruturalista; b) analítica. A Filosofia Antiga como Forma de Vida.

(20 min)