segunda-feira, 2 de abril de 2018

NOITES

Ó fugidias sensações noturnas,
siderações, nostálgicas dolências
do imenso mar constelado, da espuma
a que apelidamos consciência,

Ó antecipamentos vãos... ó claros
relampejares das fontes diuturnas
por que me têm, à noite, acossado,
por que me espreitam, quais feras ocultas?

Na hora morta em sono combalido
quando o querer, mais suave do que a seda,
é o elastério d´alma esmorecido,

eis que me vêm as sensações noturnas:
panteras radiosamente atraindo
com a elegância das formas escuras.