quarta-feira, 11 de abril de 2018

Minuciosa ou vária,
a mão te invade e toma,
como o dorsal das águas
ao argonauta doma,

a tua pele-pétala,
na palma feita aroma;
tem das manhãs felizes
a redenção das sombras,

é como a aleluia
após longo calvário,
ou a dança da luz
desposta num sacrário;

A tua pele-pétala
nas reentrâncias lunares
provoca-me astuciosa
delineando esgares

no rosto delicado
quando, cresces e míngua,
lua-corpo extasiado
às carícias da língua