Minuciosa ou vária,
a mão te invade e toma,
como o dorsal das águas
ao argonauta doma,
a tua pele-pétala,
na palma feita aroma;
tem das manhãs felizes
a redenção das sombras,
é como a aleluia
após longo calvário,
ou a dança da luz
desposta num sacrário;
A tua pele-pétala
nas reentrâncias lunares
provoca-me astuciosa
delineando esgares
no rosto delicado
quando, cresces e míngua,
lua-corpo extasiado
às carícias da língua