terça-feira, 17 de abril de 2018

1.

Caminha sem se apressar,
o homem que a grande dor
a desfia à beira-mar.
Na areia, ele mira as pedras
onde corais se enamoram
das ondas que os vem beijar.

E andando, vai por aí
como se íntima procela
lhe transportasse dali
como a um barco sem remo.
O pranto, vela por dentro,
abre a dor fora de si.

O muito chorar o mar
na areia, branco disfarce,
Fá-lo, tal senda mais ar,
ser de velas e de mastros
para ao corpo da sereia
ele ir.. andar.. rumar...