Ó Natureza, mãe de todo o orbe
que oprime o fraco e o forte regozija
Ó Natureza pura e sempre viva
Abre o teu mistério, ó minha consorte!
Confia a mim o teu segredo rouco
de cuja grave voz Orfeu cantara.
Nascida pendular por entre abrolhos
a oferenda escura e ressumada
A planta retorcida, espinhosa
Desnuda-se, desabrocha, ofertada.
Dá-me nas mãos, ó Natureza, a óstia
do teu corpo hierático, fanada.
Ó Natureza, mãe de todo o orbe
inspira o amor pelo que vence a morte!